sexta-feira, 19 de abril de 2013

Os Trens Lotados e a Emancipação feminina

Hoje me deu um estalo. Descobri a razão da superlotação dos trens de São Paulo. A culpa é da emancipação feminina (ou feminista se quiser). Depois de todos esses anos a coisa estava bem diante dos meus olhos, e eu nunca percebera. Bem que o Nelson alertou - Só os profetas enxergam o obvio – nada mais verdadeiro. Não que eu não tivesse pensado em outras possibilidades, afinal, num espaço onde os ossos estão condenados ao ostracismo devido à pressão dos outros corpos a sua volta, não é a toa que o cérebro trabalhe incansavelmente.

O despreparo da CPTM, a pobreza, o descaso do governo estadual, até a alta do combustível, tudo isso já mereceu levar a culpa do enlatamento que nós, pobres sardinhas, sofremos diariamente, mas garanto que nenhuma delas teve mais potencial do que a força emancipatória das mulheres. E não precisa de muito esforço (agora) para chegar a essa conclusão. Depois que o Colombo colocou o ovo de pé, qualquer um consegue, não é mesmo? Basta olhar a sua volta. São milhares delas. E cada uma vale por pelo menos duas, já que suas colossais bolsas “da Prada” estão sempre presentes. Dizem que bolsa de mulher tem tudo, mas ninguém acha nada. Pelo tamanho deve ter mesmo.
Só um romântico ingênuo para achar que a mulher ainda é o sexo frágil

Veja bem, não que eu seja contra a emancipação feminina. Na verdade, considerando que lá em casa o salário maior é o da minha mulher, homens como eu até estão ganhando com isso (ainda que eu não tenha como mensurar se isso é uma regra). O problema é que à maioria do merecido espaço que as mulheres conquistaram no mercado de trabalho, às dezoito horas, estará todo lá dentro dos trens, nos apertando violentamente. Violentamente sim. Elas empurram e espezinham como gente grande. Tem doutor dizendo que esse papo de homem e mulher não existe, todo mundo nasce gênero. Nessas horas sou altamente tentado a concordar com isso. No trem, tem mulher mais “macho” que muito homenzarrão que eu conheço. Só um romântico ingênuo para achar que a mulher ainda é o sexo frágil. Se algum leitor acha isso, sinto muito, o frágil da historia é você.

Mas eu tenho uma solução revolucionária. Nós homens precisamos fazer um protesto para que a CPTM nos separe das mulheres. Cada um em vagão próprio. Esqueçam as recomendações do Tim Maia. Nessa “festa”, homem com homem e mulher com mulher tem muita vantagem. Qual? Para começar, um vagão só nosso. Sem aperto, sem cheiro de creme rinse e, principalmente, sem bolsas de uma tonelada e meio quilometro. Vai sobrar lugar e, enfim, poderemos voltar a sermos apenas os pobres diabos “losers” e comedores de marmita de sempre. Eita tempo bom!

William de Oliveira

3 comentários:

  1. Eu só acho que entre o cheiro dos cremes, e o cheiro dos caras, eu vou querer ficar no vagão com as mulheres, hein! Mesmo com as bolsas, ainda vai ser melhor que um monte de sovacos fedorentos dos marmiteiros! ahahahah abrasss

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    1. ahaha.. seu pensamento estaria certo se os vagões desse meu devaneio continuassem cheios como estão agora. No meu mundo perfeito, o vagão masculino ia ficar tão vazio que nem o meu cheiro eu ia sentir. Sendo assim, estou trocando o cheiro de creme por cheiro nenhum.. ahaha.

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    2. Se for assim, td bem! hahahahahahaha

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