Hoje me deu um
estalo. Descobri a razão da superlotação dos trens de São Paulo. A culpa é da
emancipação feminina (ou feminista se quiser). Depois de todos esses anos a
coisa estava bem diante dos meus olhos, e eu nunca percebera. Bem que o Nelson alertou
- Só os profetas enxergam o obvio – nada mais verdadeiro. Não que eu não
tivesse pensado em outras possibilidades, afinal, num espaço onde os ossos
estão condenados ao ostracismo devido à pressão dos outros corpos a sua volta,
não é a toa que o cérebro trabalhe incansavelmente.
O despreparo da
CPTM, a pobreza, o descaso do governo estadual, até a alta do combustível, tudo
isso já mereceu levar a culpa do enlatamento que nós, pobres sardinhas, sofremos
diariamente, mas garanto que nenhuma delas teve mais potencial do que a força
emancipatória das mulheres. E não precisa de muito esforço (agora) para chegar
a essa conclusão. Depois que o Colombo colocou o ovo de pé, qualquer um
consegue, não é mesmo? Basta olhar a sua volta. São milhares delas. E cada uma
vale por pelo menos duas, já que suas colossais bolsas “da Prada” estão sempre
presentes. Dizem que bolsa de mulher tem tudo, mas ninguém acha nada. Pelo
tamanho deve ter mesmo.
Só um romântico ingênuo para achar que a mulher ainda é o sexo frágil
Veja bem, não que
eu seja contra a emancipação feminina. Na verdade, considerando que lá em casa
o salário maior é o da minha mulher, homens como eu até estão ganhando com isso
(ainda que eu não tenha como mensurar se isso é uma regra). O problema é que à
maioria do merecido espaço que as mulheres conquistaram no mercado de trabalho,
às dezoito horas, estará todo lá dentro dos trens, nos apertando violentamente.
Violentamente sim. Elas empurram e espezinham como gente grande. Tem doutor
dizendo que esse papo de homem e mulher não existe, todo mundo nasce gênero.
Nessas horas sou altamente tentado a concordar com isso. No trem, tem mulher
mais “macho” que muito homenzarrão que eu conheço. Só um romântico ingênuo para achar que a mulher ainda é o sexo frágil.
Se algum leitor acha isso, sinto muito, o frágil da historia é você.
Mas eu tenho
uma solução revolucionária. Nós homens precisamos fazer um protesto para que a
CPTM nos separe das mulheres. Cada um em vagão próprio. Esqueçam as
recomendações do Tim Maia. Nessa “festa”, homem com homem e mulher com mulher
tem muita vantagem. Qual? Para começar, um vagão só nosso. Sem aperto, sem
cheiro de creme rinse e, principalmente, sem bolsas de uma tonelada e meio
quilometro. Vai sobrar lugar e, enfim, poderemos voltar a sermos apenas os pobres
diabos “losers” e comedores de marmita de sempre. Eita tempo bom!
William de Oliveira
Eu só acho que entre o cheiro dos cremes, e o cheiro dos caras, eu vou querer ficar no vagão com as mulheres, hein! Mesmo com as bolsas, ainda vai ser melhor que um monte de sovacos fedorentos dos marmiteiros! ahahahah abrasss
ResponderExcluirahaha.. seu pensamento estaria certo se os vagões desse meu devaneio continuassem cheios como estão agora. No meu mundo perfeito, o vagão masculino ia ficar tão vazio que nem o meu cheiro eu ia sentir. Sendo assim, estou trocando o cheiro de creme por cheiro nenhum.. ahaha.
ExcluirSe for assim, td bem! hahahahahahaha
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