sábado, 27 de abril de 2013

Até quando vamos tolerar "jovens" criminoso impunes

Quando eu era criança costumava observar os mais velhos com certa inveja. Na época não via a hora de fazer dezoito anos para desfrutar de toda a liberdade e oportunidades que a vida me daria a partir daquele momento. Mas parece que os tempos mudaram. Os jovens de hoje não parecem estarem preocupados com a maioridade, já que, ao contrário do que representava no meu tempo, isso significa perda da liberdade, ou, como eu prefiro chamar, o fim da impunidade.

Essa semana mais um desses criminosos, que a lei chama de adolescente, tirou a vida de alguém que, ao contrário dele, pode ser considerado um ser humano. Não que eu ache os seres humano dignos de alguma coisa, e não acho, mas esse tipo de criatura parece estar em um nível ainda abaixo da própria humanidade. Que ser humano colocaria fogo em alguém por esse alguém não ter mais do que trinta reais na conta? Mas a justiça, e algumas organizações não governamentais, acham que eles são humanos e, pasmem, ainda têm direitos. Não é a toa que o ponto inicial da carreira de advogados, juízes, delegados e outros agentes da lei, comecem em um curso chamado “direito”. Esse é o país dos direitos. Uns com mais, outros com bem menos, mas todos estão “cheios de direitos”.

Os criminosos travestidos de adolescentes estão na lista dos mais beneficiados por essa farra do direito. Podem roubar, matar, sequestrar, destruir família inteiras, sem que precisem responder por nenhum de seus atos. Na verdade, ao fazer dezoito anos, todo o passado juvenil, o salário que roubaram de alguém, o pai de família que mataram, a filha de alguém que estupraram, será apagado dos registros criminais, será como se nunca tivessem ocorrido.

As famílias que sofreram o dano, meus pêsames, pelo dano e pelo fato de que o canalha que destruiu a vida deles NUNCA será punido. Dupla dor para essas famílias. Por fim, deixo uma pergunta que não quer calar: o filho de quem precisará morrer para que as autoridades acordem para a realidade de que os jovens de hoje não brincam mais de carrinho e boneca?

William de Oliveira

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