Quando eu era
criança costumava observar os mais velhos com certa inveja. Na época não via a
hora de fazer dezoito anos para desfrutar de toda a liberdade e oportunidades
que a vida me daria a partir daquele momento. Mas parece que os tempos mudaram.
Os jovens de hoje não parecem estarem preocupados com a maioridade, já que, ao
contrário do que representava no meu tempo, isso significa perda da liberdade,
ou, como eu prefiro chamar, o fim da impunidade.
Essa semana
mais um desses criminosos, que a lei chama de adolescente, tirou a vida de
alguém que, ao contrário dele, pode ser considerado um ser humano. Não que eu
ache os seres humano dignos de alguma coisa, e não acho, mas esse tipo de
criatura parece estar em um nível ainda abaixo da própria humanidade. Que ser
humano colocaria fogo em alguém por esse alguém não ter mais do que trinta
reais na conta? Mas a justiça, e algumas organizações não governamentais, acham
que eles são humanos e, pasmem, ainda têm direitos. Não é a toa que o ponto inicial
da carreira de advogados, juízes, delegados e outros agentes da lei, comecem em
um curso chamado “direito”. Esse é o país dos direitos. Uns com mais, outros
com bem menos, mas todos estão “cheios de direitos”.
Os criminosos travestidos
de adolescentes estão na lista dos mais beneficiados por essa farra do direito.
Podem roubar, matar, sequestrar, destruir família inteiras, sem que precisem
responder por nenhum de seus atos. Na verdade, ao fazer dezoito anos, todo o
passado juvenil, o salário que roubaram de alguém, o pai de família que
mataram, a filha de alguém que estupraram, será apagado dos registros criminais,
será como se nunca tivessem ocorrido.
As famílias que
sofreram o dano, meus pêsames, pelo dano e pelo fato de que o canalha que
destruiu a vida deles NUNCA será punido. Dupla dor para essas famílias. Por fim,
deixo uma pergunta que não quer calar: o filho de quem precisará morrer para que
as autoridades acordem para a realidade de que os jovens de hoje não brincam
mais de carrinho e boneca?
William de
Oliveira
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